Transtornos Alimentares

Tratamento para Transtornos Alimentares

Atuação psiquiátrica especializada para regular o humor, reduzir compulsões e tratar os fatores emocionais que impactam o comportamento alimentar.
Transtorno Alimentar

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Entendendo a Relação entre Mente e Alimentação

Os Transtornos Alimentares são condições psiquiátricas complexas caracterizadas por uma relação disfuncional com a comida e uma perturbação grave na autoimagem corporal. Ao contrário do que muitos pensam, não são “escolhas de estilo de vida” ou vaidade, mas sim doenças sérias com raízes biológicas, psicológicas e sociais.

O tratamento psiquiátrico é um pilar fundamental na recuperação, atuando não na prescrição de dietas, mas na regulação dos circuitos cerebrais responsáveis pelo controle dos impulsos, pela ansiedade e pela percepção da realidade.

Principais Quadros Clínicos

Cada transtorno manifesta-se de forma distinta, mas todos geram intenso sofrimento psíquico. Os mais frequentes no consultório são:

  • Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP): Episódios recorrentes de ingestão exagerada de alimentos em curto período, acompanhados de uma sensação de perda total de controle e seguidos por culpa intensa, vergonha ou depressão.
  • Bulimia Nervosa: Caracteriza-se por episódios de compulsão seguidos de métodos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso (vômitos autoinduzidos, uso de laxantes ou exercícios excessivos).
  • Anorexia Nervosa: Envolve uma restrição alimentar severa devido a um medo intenso de engordar e uma distorção da imagem corporal (o paciente se vê com sobrepeso mesmo estando abaixo do peso saudável).

Como o Psiquiatra Atua no Tratamento?

A abordagem medicamentosa e terapêutica visa tratar a base do problema, não apenas o sintoma alimentar. O tratamento foca em:

  • Controle da Impulsividade: Uso de medicações que auxiliam na redução da “fome emocional” e dos episódios de compulsão.
  • Tratamento de Comorbidades: É muito comum que transtornos alimentares venham acompanhados de Ansiedade, Depressão ou TOC. Tratar essas condições é essencial para a melhora do comportamento alimentar.
  • Estabilização do Humor: Reduzir a oscilação emocional que frequentemente serve de gatilho para os episódios de compulsão ou purgação.

Diferenciais e Abordagem Integrada

Trabalho Multidisciplinar

Reconhecemos que a recuperação plena exige uma rede de apoio. O tratamento psiquiátrico é conduzido em harmonia com nutricionistas e psicólogos, respeitando o papel de cada profissional.

Foco na Redução de Danos

Priorizamos a segurança clínica do paciente, monitorando os impactos físicos do transtorno (como desequilíbrios metabólicos) enquanto tratamos a saúde mental.

Recuperação da Autoestima

O objetivo final é devolver ao paciente a liberdade de se alimentar sem culpa e a capacidade de viver em paz com o próprio corpo.

Acolhimento Especializado

Lidar com um transtorno alimentar pode gerar sentimentos de vergonha e isolamento. Por isso, o atendimento com o Dr. Fernando Guedes é pautado no não-julgamento e na empatia.

Oferecemos um espaço seguro e sigiloso para iniciar a jornada de recuperação e reconquistar a qualidade de vida.

1. Quantas sessões de EMT são necessárias?

O número de sessões varia conforme o diagnóstico e a resposta individual. Em média, são indicadas de 20 a 30 sessões, realizadas diariamente ou em dias alternados. Após a fase inicial, podem ser feitas sessões de manutenção, conforme orientação médica.

Em alguns casos, sim. Em outros, ela atua como tratamento complementar, potencializando os efeitos dos medicamentos e reduzindo a necessidade de altas dosagens. A decisão é sempre individualizada e definida pelo psiquiatra responsável.

A EMT é indolor. Alguns pacientes relatam apenas uma leve sensação de formigamento ou pressão no couro cabeludo durante os primeiros minutos da sessão, que tende a diminuir ao longo do tratamento.
Os efeitos colaterais são raros e leves, geralmente restritos a dor de cabeça leve ou sensibilidade local. Não há comprometimento cognitivo, sedação ou necessidade de internação.
Cada sessão dura entre 20 e 40 minutos, dependendo do protocolo utilizado e da área cerebral estimulada. O paciente pode retornar às suas atividades normais imediatamente após o procedimento.
Sim, desde que o paciente seja avaliado previamente por um psiquiatra. A EMT não é indicada para pessoas com marcapasso, implantes metálicos na cabeça ou histórico de crises epilépticas não controladas. Fora essas exceções, é um tratamento amplamente seguro.
A maioria dos pacientes nota melhora significativa entre a segunda e a quarta semana de tratamento. A evolução é gradual e contínua, com resultados sustentados ao longo do tempo.